Para alertar sobre o perigo das hepatites virais, o Hospital Miguel Arraes (HMA), em Paulista, promove uma grande ação a partir das 9h. desta sexta-feira, Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais. Será realizada uma palestra com a infectologista Cátia Arcuri, coordenadora da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), e com Fábio Queiroga, coordenador de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes, que esclarecerão sobre a doença. Em seguida, o Laboratório e o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NEPI) do HMA estarão realizando 200 testes rápidos para Hepatites B e C. O resultado sairá em 30 minutos e os casos positivos serão encaminhados para o IMIP, no Recife. A ação será realizada no auditório do Hospital Miguel Arraes.

O HMA atende uma média de 32 pacientes por mês com os sintomas da doença. De janeiro até este mês de julho foram 225 notificações de casos suspeitos.

Para sobre a o Ministério da Saúde escolheu o mês de julho e a cor amarela. A hepatite viral é uma infecção que acomete o fígado. Pode ser causada por cinco tipos de vírus, nomeados pelas letras A, B, C, D e E, cada um com características diferentes e formas de contágio e evolução específicas.

De acordo com o MS, mais de três milhões de pessoas, em todo o Brasil, estão contaminadas com a doença. Em 10 anos, o país registrou mais de 300 mil novos casos, com mais de 37 mil óbitos. A Hepatite C é a mais perigosa e a que mais mata no Brasil, sendo responsável por 70% das mortes. Em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 80% dos casos de câncer de fígado são causados por hepatites virais. Para a OMS, as hepatites virais são 10 vezes mais infecciosas que o vírus da Aids.

Sintomas – Os principais sintomas da hepatite são febre, náuseas, vômitos, mal-estar, pele e olhos amarelados, além de falta de apetite e urina escura. Na presença deles, deve-se procurar uma unidade de saúde para realizar o exame de sangue capaz de detectar a existência do vírus no organismo.

A mais conhecida de todas é a Hepatite A (HAV), cujo vírus é transmitido por água ou alimentos contaminados com as fezes de um portador humano. Por isso está relacionada às más condições de higiene e/ou saneamento básico. Não há tratamento específico, mas a evolução em geral é boa e a recuperação é completa.

As mais graves são a Hepatite B e C (HCB e HCV), cujos vírus podem  ser transmitidos por relações sexuais desprotegidas ou  por procedimentos que envolvem sangue, sem os devidos e fundamentais cuidados de esterilização. O problema da hepatite C é que ela pode ser totalmente assintomática nas fases iniciais. Muitos ficam sabendo que a possuem por exames laboratoriais. Apenas 20% dos acometidos se curam. Os 80% restantes em geral evoluem para quadros crônicos. Desses, uma parcela pode evoluir para cirrose ou para o carcinoma de fígado. 

Fonte: DP