Para executar serviços, será necessário paralisar o Sistema Botafogo. Haverá falta de água em Olinda e áreas de Paulista, Igarassu e Abreu e Lima

A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) está muito perto de concluir a automação de toda rede distribuidora do Sistema Botafogo, responsável pelo atendimento de quatro municípios da Região Metropolitana do Recife – Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima. Para executar uma etapa importante desse projeto, será necessário paralisar, por 58 horas, o Sistema Botafogo, a partir das 22h da próxima segunda-feira (20) prosseguindo até ás 08h da quinta-feira (23). Em decorrência dessa ação haverá a suspensão do fornecimento de água para o município de Olinda e áreas do Paulista, Igarassu e Abreu e Lima. O prazo da paralisação corresponde ao tempo  para a realização dos serviços e do período necessário para esvaziamento ( antes das intervenções) e enchimento das adutoras, reservatórios e rede de distribuição, antes da retomada do abastecimento.Serão realizados serviços para a instalação de três válvulas de grande porte na saída do Reservatório de Navarro, no Paulista. Após o término das intervenções, que ainda incluem manutenção eletromecânica preventiva em unidades do sistema, o abastecimento de água será restabelecido seguindo o calendário de cada localidade.

O recurso da automação permite a modernização e o aumento da eficiência operacional dos sistemas de abastecimento de água, melhorando a prestação dos serviços à população, além de reduzir as perdas. “A automação é um investimento importante para a melhoria operacional das nossas unidades, faz parte do planejamento estratégico da companhia. O sistema automatizado permite mais assertividade no cumprimento do calendário nas áreas que são abastecidas por meio de rodízio. Nas localidades atendidas por poços, por exemplo, conseguimos identificar falhas no sistema, em tempo real, acelerando os serviços de manutenção e ações corretivas para restabelecer o abastecimento para a população muito mais rápido”, explica Anderson Quadros, gerente de Automação da Compesa “O Reservatório de Navarro é um local estratégico para o abastecimento de Olinda, depois dessa intervenção, vai melhorar o atendimento da cidade que já recebe investimentos com o projeto Olinda+Água”, acrescenta. 

O projeto de automação Sistema Botafogo já está 70% concluído, contempla 118 unidades operacionais, entre reservatórios, válvulas de controle do sistema e estações de bombeamento, e tem previsão de ser finalizado em fevereiro de 2019. Esse projeto recebe um investimento de R$ 11 milhões, recursos financiados pelo Governo do Estado junto ao BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento), e prevê a automação de toda malha da rede distribuidora que faz a macro operação do sistema, que corresponde a cerca de 50 quilômetros de adutoras e sub-adutoras, desde a saída da estação de tratamento de água de Botafogo, em Igarassu, até as dezenas de reservatórios que abastecem as localidades nos quatro municípios. “Hoje, as ações de controle operacional da rede distribuidora de Botafogo são feitas manualmente, o que se torna muito complicado, diante das dimensões e abrangência do sistema.

A tecnologia da automação permite que os sistemas funcionem de forma autônoma com a supervisão e o comando realizados de forma remota pelo centro de controle operacional, 24 horas por dia, sete dias por semana. Com apenas um clique se ajusta todo sistema”, esclarece Anderson Quadros. 

Avanços – A Compesa é uma das quatro companhias brasileiras que mais avançaram na aplicação de recursos de automação, inclusive, é pioneira na criação de um programa específico para esse fim, que prevê investimentos na ordem de R$ 210 milhões, com a execução de 37 projetos até o ano de 2020. O programa já possibilitou a automatização de mais de 450 unidades, como estações de bombeamento, Estações de Tratamento de Água, captações (em rios e barragens), reservatórios e poços. A automação é feita por meio de equipamentos inteligentes aplicados nas unidades operacionais para fazer o controle do acionamento de bombas e válvulas, e ainda coletar as informações mais relevantes dos sistemas de abastecimento (medição de níveis de reservatórios, vazões e pressões nas tubulações, níveis de qualidade da água e consumo de energia elétrica). Na RMR, já contam com unidades automatizadas e interligadas aos centros de controles os sistemas produtores de água de Pirapama, Tapacurá e Suape, e no interior do Estado, os sistemas adutores do Oeste, Jucazinho, Belo Jardim, Siriji e Afrânio/Dormentes.

Fonte: Compesa