Aparelho usado para captar imagens da festa teria filmado uma barraca quebrada na praia, onde o estudante Matheus foi agredido e morto

Área da praia onde o estudante foi espancado ainda permanece com sinais da perícia

Imagens captadas por um drone podem ajudar a identificar os agressores do estudante Matheus Cunha Chagas, 21 anos, que morreu na praia de Maria Farinha, em Paulista, após ser espancado na saída de uma festa rave. As investigações do caso estão sendo mantidas em sigilo. No entanto, fontes ligadas à Delegacia de Paulista revelaram à reportagem da Folha de Pernambuco que já existe, ao menos, um suspeito de ter participado do crime.

Publicações em redes sociais também estão subsidiando os investigadores para chegar às sete pessoas apontadas como participantes da agressão. Na terça-feira (10) à tarde, os organizadores da festa estiveram na delegacia prestando depoimento. No evento, havia um drone captando imagens da rave. Durante alguns segundos, o objeto chegou a filmar uma barraca quebrada na praia – no mesmo local onde ocorreu a agressão. As imagens já estão em poder da polícia.

Nenhum dos organizadores da rave quis dar entrevista, mas relataram que o caso teria acontecido após Matheus, em estado eufórico, ter saído do evento e avançado contra uma barraca instalada na praia. As pessoas que estavam dentro teriam saído e começado a agredi-lo, com socos e chutes. Os seguranças da festa, vendo a situação, o trouxeram de volta para dentro da área do evento e colocaram o rapaz dentro de uma ambulância que estava de plantão no local.

A delegada responsável pelo inquérito, Larissa Soares, se limita a prometer uma coletiva de imprensa quando o caso estiver concluído. “Tudo ainda está tudo muito no início. Era uma festa grande e tinha muita gente. Estamos trabalhando com todas as linhas de investigação. Mas assim que concluirmos, avisaremos oficialmente à imprensa”, disse.

Matheus Cunha foi enterrado na terça pela manhã no cemitério Parque das Flores, no Tejipió, Zona Oeste do Recife. Muito abalados, familiares e amigos do jovem, presentes no enterro, não quiseram dar entrevistas. Mas o sentimento, além de tristeza e comoção, era de cobrança às autoridades para que o caso seja resolvido e os responsáveis encontrados e punidos.

Entre os amigos do estudante, o sentimento era de perplexidade. Alguns conversaram sem se identificar com a reportagem, afirmando que Matheus “nunca foi de briga” e sempre teve um comportamento sereno. Uma amiga relatou que a mãe do jovem chegou a pedir que ele não fosse à festa.

Fonte: FolhaPE

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