Os professores denunciam a falta de estrutura da escola municipal em Paulista

Escola Municipal Paulo Freire

Os professores da Escola Municipal Paulo Freire, no bairro do Janga, em Paulista, Região Metropolitana do Recife, reclamam da situação precária da estrutura da unidade de ensino.

Segundo os profissionais, o calor é muito grande nas salas de aula e também faltam bancas para os alunos sentarem. Por conta disso, os estudantes estão indo para a escola na base de um sistema de rodízio: um dia tem aula para uma turma e no outro dia tem aula para outra turma.

Confira os detalhes na matéria de Juliana Oliveira:

Amara, que é professora da escola municipal, explica a situação precária na escola. “O rodízio está sendo feito porque não tem banca, fora o calor infernal nas salas. As telhas foram trocadas para Brasilit e nós sabemos que essa telha provoca câncer. Eu não sei onde a secretaria estava com a cabeça para essa mudança tão destruidora”, reclamou a docente.

Na escola foram construídas duas salas novas, mas não estão sendo usadas porque estão vazias. “As nossas reivindicações é de que se coloque novas bancas, que tenha um sistema que dê condições de trabalho, porque da forma que está não tem condição”, pediu a professora Amara.

Protesto

O presidente do Sindicato dos Professores das Escolas Municipais, Roberto Sabino, informa que está organizando um ato de protesto nesta sexta-feira (5) para cobrar da prefeitura. “O ato será em frente à Secretaria de Administração e todos os professores estão convocados. Paulista é uma das três cidades de todo o Nordeste que menos investe em educação nos últimos três anos e o que prova isso são as escolas deterioradas”, denunciou.

Nota

Em nota, a Secretaria de Educação respondeu que, em relação à climatização, a prefeitura está em processo licitatório para a compra de ar-condicionado, mas enquanto isso não acontece 200 ventiladores já foram comprados e já foram instalados na unidade. 
A nota informa também que foram construídas duas salas de aulas na Escola Paulo Freire, mas as aulas estão suspensas porque não tem mobília. Com relação às bancas e cadeiras, a prefeitura informa que já fez o pedido de 4 mil unidades e metade desses produtos já chegaram e foram distribuídas para todas as unidades.

Fonte: Rádio Jornal

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