Em discurso realizado ontem, durante sessão da Assembleia Legislativa de Pernambuco, o deputado federal Antônio Moraes (PSDB), líder de oposição da Casa, afirmou que vai solicitar informações sobre a situação da empresa ETA Bebidas do Nordeste, que teria pago R$ 130 mil à P-21 Consultoria e Projetos Ltda., empresa de propriedade do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. O parlamentar disse ter informações de que a empresa sediada em Paulista (Região Metropolitana do Recife) possui débitos junto à Secretaria Estadual da Fazenda e quer comprovar essa situação.

“Recebi uma ligação da liderança do PSDB no Congresso na última sexta-feira me solicitando para localizar a empresa ETA, já que eles estavam negando que tivessem pago pela consultoria da empresa de Fernando Pimentel. Como eles voltaram atrás e confirmaram o pagamento, acho que não tem mais necessidade de ir até lá. Mas, mesmo assim, vou fazer um requerimento à Junta Comercial para saber o endereço em que a empresa está registrada, bem como saber qual a composição de sua diretoria, quem são seus sócios. Vamos também solicitar à Secretaria da Fazenda do Estado informações de como está a situação fiscal deles, pois a informação que temos é de que a ETA está com problemas por falta de pagamento de impostos”, afirmou Antônio Moraes. “É lamentável que um ministro de Estado faça consultoria para uma empresa que não paga seus impostos”, completou.

Reportagem realizada pelo jornal O Globo, na semana passada, descobriu que entre as consultorias prestadas pelo ministro Fernando Pimentel em 2009, após ter deixado a Prefeitura de Belo Horizonte, estava incluida a ETA Bebidas do Nordeste, que teria pago R$ 130 mil pelo serviço. No entanto, inicialmente, os dirigentes da empresa negaram a contratação do serviço, cujo valor estava fora da realidade da firma. Na noite da última quinta-feira, porém, o atual administrador da ETA, Leonardo Lopes Coelho, enviou nota para O Globo mudando a versão, informando que a consultoria foi sim contratada e que os R$ 130 mil foram pagos. Nem empresa, nem ministro se pronunciaram mais sobre o assunto.

Fonte: Senado Federal

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