No Litoral Norte, falta estrutura nas estradas e sobram esgotos a céu aberto. Reportagem traça o raio x dos problemas do litoral pernambucano

Oficialmente em todo o Brasil o verão começa apenas em dezembro, mas aqui no Nordeste a estação mais quente do ano popularmente se inicia mais cedo já neste fim de semana. E como será que está o Litoral Norte e Sul de Pernambuco? A nossa equipe de reportagem encontrou todo tipo de problema: estradas esburacadas, muito lixo na areia e esgoto sendo jogado diretamente na água. A reportagem é de Leonardo Vasconcelos, com produção de Camila Brandão.

Litoral norte

Quem for aproveitar a chegada do verão nas praias do Litoral Norte Pernambucano que se prepare. Em vez de apenas relaxar você pode ter muita dor de cabeça. Os problemas já começam no acesso as praias mais próximas da capital pela PE-01. A obra de alargamento da Ponte do Janga, no Paulista, começou há mais de três anos e segue sem previsão de acabar.

Seguindo pela PE-01 se chega até o bairro de Pau Amarelo, também no Paulista. A praia há muito tempo vem sofrendo com o avanço do mar. Andando um pouco mais a próxima parada é na praia de Maria Farinha, onde se vê lixo desde o acesso até a areia.

Pela BR-101 se chega até as principais praias do Litoral Norte. Para quem vai aproveitar a Ilha de Itamaracá a boa notícia é a conclusão em maio das obras de recuperação da Ponte Getúlio Vargas, na PE-35. Agora a circulação de pedestres e veículos está totalmente liberada.

Outra boa notícia foi a reabertura por completo em julho do Forte Orange, o maior cartão-postal da ilha. Ele passava por uma obra de reestruturação desde 2014. Mas nem tudo está ok em Itamaracá. Do outro lado do forte se acumulam mato e lixo. Seguindo mais para o centro da ilha, na Praia de Jaguaribe, o esgoto na areia incomoda os turistas.

Pela BR-101 é só pegar a PE-49 para se chegar à Ponta de Pedras, em Goiana. Na areia se vê muito lixo e esgoto sendo jogado diretamente no mar.

Litoral Sul

Apesar de badalado, o Litoral Sul tem graves problemas: estradas esburacadas, falta de sinalização, acesso pago e esgoto sendo jogado no mar. Quem for curtir a chegada do verão na área tem basicamente duas rotas.

Uma delas é a via pedagiada que é bem estruturada e custa R$ 7. A outra opção é a PE-60 que em vários trechos não tem acostamento e quando tem está cheio de buracos. Seguindo pela rodovia se chega até a entrada de Tamandaré, mas se depender das placas ninguém saberia. Todas estão deterioradas, pichadas ou cobertas por galhos.

A praia mais procurada do município é a dos carneiros. O problema é o acesso até ela. Todas as propriedades ao longo da praia são particulares e elas cobram para estacionar e ter acesso à areia.  Os valores vão de R$ 30 a até R$ 100.

Quem não quiser pagar o estacionamento tem que vir caminhando um longo trecho pela areia ou então pagar uma charrete. O único caminho livre entre a rodovia e a praia é um bem estreito, cheio de mato e lixo e com um quilômetro de extensão.

Outra praia bastante procurada pelos turistas é a de Porto de Galinhas. Um dos grandes problemas é a falta de vagas de estacionamento. Outra queixa é em relação a grande quantidade de pessoas oferecendo serviços e produtos na areia.

No Cabo de Santo Agostinho, a Praia de Calhetas é uma das mais visitadas. O lado negativo é o acesso, já que a única estrada é de terra e completamente esburacada.

Ao lado de calhetas fica Gaibu. O que chamou a atenção no local foi um canal que corta a cidade jogando esgoto diretamente no mar.

Fonte: Rádio Jornal

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