Nova data para conclusão da Ponte do Janga deve ser divulgada hoje

Alvo da irritação dos moradores de Rio Doce, em Olinda, e do Janga, em Paulista, as obras de recuperação da Ponte do Janga podem finalmente estar perto da conclusão. A Prefeitura de Paulista se reúne hoje com a Plínio Cavalcanti & Cia, construtora responsável pelo serviço, para estipular a data final de entrega do serviço. Até lá, será preciso mais paciência da população. O desconforto com a situação é tão grande que foi parar em um outdoor no acesso à ponte, no lado de Paulista. “Não dá mais para esperar”, suplica a peça.

A reportagem do Diario visitou a ponte. Boa parte continua funcionando com duas faixas, em mão dupla. Nos horários de pico, os engarrafamentos se tornam inevitáveis. Dona de um terreiro ao lado do equipamento e do outdoor, a mãe de santo Maria Nascimento, de 74 anos, conta que passou a sofrer muito após o início das obras. “Quando começou o bate-estaca, rachou minha casa todinha. Tem bem dez ou doze rachaduras grandes”, lamenta. “Até agora, só vejo desacerto. Eles precisam dar um jeito nessa pista”, completa mãe Maria.

O ciclista João da Silva, 58, endossa a queixa. “Começa e não termina. A gente passa por aqui e arrisca a vida no meio dos carros. Aí imagina se aparece um bandido, pega a bicicleta da gente e eu não posso fazer nada”, reclama.

A obra de restauração da Ponte do Janga data de 2015, ano em que foi firmado um convênio entre a Secretaria de Planejamento e Gestão de Pernambuco (Seplag) e a Prefeitura de Paulista. De lá para cá, todos os recursos previstos foram liberados – ao todo, R$ 15.899.969,45, dinheiro oriundo dos cofres estaduais. Segundo a gestão municipal, a última parcela do convênio foi liberada no começo de junho.

“Com a chegada da última parcela, serão executados os seguintes serviços: segunda camada de asfalto num trecho de 4,5 km, entre a ponte e a entrada do Conjunto Beira-Mar, no Janga; a primeira e segunda camada de asfalto da ponte nova; implantação das juntas de dilatação da nova ponte; além da sinalização horizontal e vertical de todo o trecho”, aponta, em nota, a prefeitura.

Já sobre a demora, a gestão municipal diz que aconteceu “por conta da falta de repasse de recurso”. Questionamos também a Seplag sobre o assunto. O órgão estadual diz que “a legislação define etapas que precisam ser cumpridas e podem extrapolar o prazo planejado, tais como: licenciamento ambiental, análise documental e de prestação de contas, realização de vistorias técnicas, processo licitatório, entre outros. Além, claro, de intercorrências na execução do serviço pela empresa contratada”.

Fonte: DP

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