A Secretaria Estadual de Saúde (SES) emitiu um alerta para o aumento de número de casos de leptospirose em Pernambuco. A doença, transmitida pela urina do rato, registrou um crescimento de 25% no primeiro semestre de 2018, em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com a SES, até o dia 9 de junho deste ano, foram notificados 435 casos da doença no Estado. No primeiro semestre do ano passado, foram 348 casos registrados. Em 2017, 24 pessoas morreram por causa da leptospirose. Em 2018, até agora, quatro óbitos foram confirmados.

De janeiro a junho deste ano, o Hospital Miguel Arraes (HMA), localizado em Paulista, Região Metropolitana do Recife, registrou 38 notificações da doença. O mês de maio foi o que teve maior números de casos, com 11 registros.

Como é a transmissão da doença?

A doença é transmitida pela urina de ratos contaminados pela bactéria Leptospira, presente em esgotos, bueiros e lixo, e misturada à água das chuvas e à lama de enchentes. Em período de chuva, o alerta é ainda maior, devido ao acúmulo de água e à maior exposição das pessoas à água contaminada e à contaminação da doença.

“Todos os anos, nesse período de chuva, tem o aumento de casos. Este ano, no entanto está havendo um maior registro de precipitações. Outro caso a ser avaliado é o acúmulo de lixo. Quando o rato faz xixi nos locais de acúmulo de lixo e depois chove, a água espalha essa bactéria”, explica o médico e coordenador de Clínica Médica do Hospital Miguel Arraes, Fábio Queiroga.

Contaminação

A bactéria é resistente ao frio, não sendo acostumada com o calor. Por isso também, durante o período de chuva é mais comum ter o registro de casos. De acordo com o médico Fábio Queiroga, a dica é evitar córregos e ambiente com água suja, usar sempre sapatos e, se for o caso de manipular lixo, estar sempre vestido com as roupas adequadas.

Segundo ele, quanto maior a exposição a essa água, mais fácil de se adquirir a doença, mas um simples corte ou perfuração na pele facilita a entrada da bactéria no organismo.

Sintomas

Normalmente, os primeiros sintomas são parecidos com uma virose. O contato com a água contaminada pode provocar sintomas como febre, fadiga e dor muscular, que muito se assemelham aos da gripe e da dengue. A pessoa pode ainda ter febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, principalmente na batata da perna, podendo também ocorrer vômitos, diarreia e tosse.

No caso do agravamento da doença, pode ser identificada urina escura, cor de sangue e olhos alaranjados, além de manchas de sangue na pele e sangramentos, insuficiência renal, hepática e respiratória, que podem levar à morte.

O que fazer quando há contaminação?

O médico alerta que é muito importante procurar as unidades de saúde, se você teve contato com água das chuvas e for constatado algum dos sintomas previstos. “Não se deve fazer automedicação, pois a doença pode se agravar de forma muito rápida. A demora no diagnóstico pode agravar a doença, levando até ao óbito”, explica.

Os casos mais leves podem ser tratados em ambulatório, mas os casos graves precisam de internação. O tratamento é baseado no uso de medicamentos e outras medidas de suporte.

Fonte: TV Jornal

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