Operação foi deflagrada em Santa Catarina e investiga fraude tributária na importação de equipamentos médicos em 18 estados

Um mamógrafo foi apreendido em uma clínica de Camaragibe
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A Polícia Federal em Santa Catarina deflagrou nesta terça-feira (16) a Operação Zona Cinzenta, desdobramento da Operação Equipos, que tem como objetivo investigar fraudes na importação de equipamentos médicos. Em Pernambuco, a PF cumpriu três mandados de busca e apreensão nas cidades de Paulista e Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, e em Serra Talhada, no Sertão. Ao todo, foram expedidos 61 mandados de Busca e Apreensão para 47 municípios de 18 estados.

De acordo com a PF, em Paulista o mandado foi cumprido no depósito de uma empresa de materiais hospitalares, onde nada foi apreendido, uma vez que o equipamento alvo da não foi encontrado. Em Camaragibe, o alvo foi uma clínica particular de mamografia, radiografia e endoscopia, onde foi apreendido um equipamento de mamografia. Segundo a polícia, o dono da clínica afirmou que comprou o equipamento achando que a importação estava em ordem. Já em Serra Talhada, a busca foi feita em um hospital, onde nada foi encontrado.

Investigação

As investigações da Equipos começou em outubro de 2013 após a apreensão de uma carga de equipamentos médicos na fronteira da cidade de Dionísio Cerqueira em Santa Catarina. Foram apreendidos tomógrafos, mamógrafos, dentre outros equipamentos de alto valor comercial. A carga foi avaliada em aproximadamente R$ 3 milhões, dos quais R$ 2 milhões correspondiam a tributos sonegados.

A polícia acredita que as fraudes da quadrilha tenham causado um prejuízo de cerca de R$ 20 milhões, considerando apenas os tributos federais.

Os equipamentos ficavam em um depósito em São Paulo e posteriormente eram vendidos com nota fiscal adulterada para clínicas e hospitais de vários estados do país.

São investigados empresários e pessoas jurídicas do ramo de exportação e importação, revendedores, clínicas, hospitais, despachante aduaneiro, além de um doleiro responsável pelo repasse de recursos ilícitos ao grupo. Um servidor da Receita Federal de Santa Catarina também é investigado por facilitar a ação da quadrilha.

Crimes

Os envolvidos no crime podem ser indiciados por corrupção ativa, corrupção passiva, associação criminosa, contrabando, facilitação do contrabando e falsidade ideológica. As penas máximas somadas podem chegar ao patamar de 23 anos de reclusão.

Fonte: JC Online