Serão conhecidas na próxima semana as empresas que elaborarão os laudos técnicos e projetos de recuperação de 132 dos 340 prédios-caixão com risco muito alto de desabamento ou já interditados na Região Metropolitana do Recife (RMR). A previsão é que o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep) e a Policonsult sejam os nomes escolhidos. Os vencedores terão 150 dias, após a assinatura da ordem de serviço, para concluírem as análises. As empresas que vão executar as obras devem ser escolhidas no próximo ano em nova licitação. A RMR tem cerca de seis mil edifícios tipo caixão. A recuperação dos 340 prédios custará R$ 370 milhões. Os recursos virão do Fundo de Desenvolvimento Social.

A maioria dos imóveis (153) fica no Recife. Há 107 em Olinda, 46 em Jaboatão dos Guararapes e 37 em Paulista. Ao todo, 215 têm alto risco de desabamento e 124 foram interditados. Os quatro prédios que devem receber o projeto piloto ficam no Arruda (Recife), na Muribeca (Jaboatão), no Janga (Paulista) e em Olinda.

Residencial Muribeca, em Jaboatão: juíza determinou desocupação de 13 edifícios. Imagem: INÊS CAMPELO/DP/D.A PRESS.

Os laudos técnicos apontarão o que deve ser feito com 132 edifícios, alguns com risco 4 de acidentes, em escala de 1 a 4. Os estudos apontarão a necessidade de recuperação total ou parcial, ou mesmo de demolicão seguida de reconstrução. Ao todo foram abertos dez lotes para concorrência, mas em apenas quatro houve adesão das empresas. A Policonsult apresentou o menor preço para o laudo técnico e o projeto executivo de 37 blocos do município de Olinda, onde 11 já estão interditados e 26 têm risco muito alto. O Itep deve analisar 65 blocos do Recife, 21 deles interditados e 44 com risco alto.

Desocupação

Em Jaboatão, uma decisão da juíza Nilcéa Maggi, da 5ª Vara Federal, está tirando o sono de dois mil moradores de 13 edifícios da Muribeca. Desde agosto, uma sentença da magistrada obriga 416 famílias a deixarem seus apartamentos. A juíza pede a desocupação planejada, o que ainda não aconteceu. A Defesa Civil da cidade alega que não tem condições de fazer as remoções. Hoje, 14 prédios estão interditados. Os moradores dizem que não vão deixar o local. “A minha esperança é que o prédio em que moro seja recuperado”, disse a vendedora Izabel Cristina, 54 anos. O Conjunto Muribeca é formado por 69 edifícios, 14 já interditados, além dos 13 ainda não desocupados. O habitacional têm cerca de 12 mil moradores.

Fonte: DP

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