As articulações referentes à sucessão do Recife na Frente Popular saíram do script escrito pelo Palácio do Campo das Princesas.

Muitos interesses abrigados numa aliança gigantesca

A informação de que Eduardo Campos (PSB) tinha decidido apoiar o projeto de reeleição do prefeito João da Costa (releia aqui post publicado no Blog sobre o assunto na segunda-feira) acelerou o processo e adiantou o calendário fixado pelo governador para tratar de sucessão.

A notícia acabou ganhando força pela postura incisiva assumida por João da Costa, que pareceu ter recebido injeção de autoconfiança da semana passada para cá.

Também foi reforçada pela iniciativa do senador Armando Monteiro (PTB), que caiu em campo para dar visibilidade ao projeto de múltiplas candidaturas dentro da aliança – em dois dias conversou com o PDT, PV e o próprio prefeito. Isso sem falar que o PC do B reeditou reclamações relacionadas às dificuldades de diálogo do gestor petista.

Em resumo: os problemas que há tempos evidenciavam a falta de unidade em torno do projeto de reeleição de João da Costa vieram à tona em cores fortes com a informação de que Eduardo “escolhera” o prefeito.

E mais: expuseram a “babel” existente na Frente Popular quando o assunto é a sucessão no Recife.

Desde quarta-feira, governistas negam que tenha havido definição de apoio, insistem que se trata de mais uma tentativa de jogar o PSB contra o PT e reafirmam que Eduardo só tratará de eleição em março.

Talvez seja tarde para tentar mudar o rumo da pauta que domina a Frente Popular. Afinal, restam menos de dez meses para a eleição. O que se vê é que os muitos interesses abrigados numa aliança tão gigantesca dificilmente se ajustarão ao script traçado pelo Palácio. Vamos ao próximo capítulo.

Fonte: Blog de Josué Nogueira

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