A pré-candidata à Prefeitura de Olinda pelo PSDB, Terezinha Nunes, deu início nesta sexta-feira a uma fiscalização isolada dos demais integrantes da oposição para denunciar irregularidades na administração do prefeito Renildo Calheiros (PCdoB). A tucana percorreu vários bairros do município dentro da ação “48 horas nas ruas”.

Terezinha Nunes visitou vários bairros nesta sexta-feira

Terezinha disse que percorreu lugares onde a gestão municipal “simplesmente desapareceu ou age de forma precária”. “São ruas com crateras, canais sem limpeza, praças com obras inacabadas, escolas abandonadas, prédios-caixão entregues à própria sorte, entre outros problemas que demonstram um total descaso do poder público com a população, que está desamparada e não sabe mais o que fazer”, definiu a tucana.

Amanhã durante todo o dia a ação continuará e ao final será elaborado um documento-relatório solicitando providências à gestão municipal com relação aos problemas encontrados.

Escola abandonada em comunidade de Olinda

Entre os inúmeros locais visitados, a feira de Rio Doce impressionou pela sequência de problemas denunciados pelos feirantes do local. Além da sujeira, falta estrutura nas barracas e na área destinada aos comerciantes. Não há banheiros, por exemplo. Ainda em Rio Doce, entre a quarta e a quinta etapas, são os buracos que atrapalham a vida de todo mundo. Mas entre os problemas mais graves a situação dos prédios-caixão é muito preocupante. São verdadeiros conjuntos abandonados e que servem de abrigo para todo tipo de coisa, apesar de alguns seguranças ficarem à disposição. Famílias moram de forma ilegal nos apartamentos com risco de desabar e, no entorno, que são as vias públicas, é notável o abandono. O mato cresce sem limite e carros velhos são vistos aos montes. “São, praticamente, cidades fantasmas”, diz a pré-candidata.

Em outra comunidade, a Ilha de Santana, Terezinha se deparou com a falta de saneamento básico e com um prédio da Escola Gregório Bezerra totalmente degradado. Construída na gestão José Arnaldo (1983-88), atualmente o local está abandonado. Os problemas começaram há oito anos e, há três, o prédio foi interditado. “Os alunos (740) foram transferidos para outros dois prédios, igualmente precários e a Prefeitura ao invés de consertar, largou o local. Nas dependências o que se vê é muito lixo, entulho, pichações, muito mato, entre outras coisas”, denuncia a tucana.

Fonte: Blog da Folha

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