Com o objetivo de avaliar a atual situação dos partidos e a correlação de forças entre eles, tomando como parâmetro o número de prefeitos no Brasil, a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) divulgou, ontem, um estudo que compara o número de gestores por legenda, em 2008, com o número existente este ano. Dos 5.563 prefeitos eleitos há quatro anos, 383 não estão mais no exercício do mandato. Desse total, 210 gestores foram cassados, sendo que 22,8% foram afastados por infração a lei eleitoral; 36,6%, por atos de improbidade administrativa; e os demais motivos de cassação representam 39% dos afastamentos.

O segundo maior motivo para a troca de prefeitos no Brasil foi a morte, 56 casos, sendo que oito gestores foram assassinados ou cometeram suicídio. De acordo com o levantamento, a maior parte dos partidos perdeu prefeitos nos últimos quatro anos e o campeão foi o DEM, que elegeu 500 gestores, em 2008, e hoje tem apenas o comando de 395 prefeituras, uma queda de 21%. Em Pernambuco, a lógica nacional permanece, o DEM passou de 19 para nove prefeitos, em quatro anos.

No total, 16 legendas tiveram queda no número de prefeitos e sete aumentaram a quantidade de gestores. O DEM, entretanto, não foi a única legenda que perdeu forças para as eleições deste ano, o partido que mais elegeu prefeitos em 2008, o PMDB, também teve perdas. Dos 1.199 gestores eleitos há quatro anos, permanecem no cargo 1.177. O PSDB que foi o segundo colocado em conquistas de prefeituras, passou de 789 para 736. O PP elegeu 549 e hoje tem 514. Entre os poucos partidos que cresceram está o da presidente Dilma Rousseff, o PT.

Em 2008, os petistas fizeram 553 prefeitos e chegam em 2012 com 564. O PSB do governador de Eduardo Campos também cresceu. O partido elegeu 310 prefeitos há quatro anos e hoje tem 338. O PSB é atualmente o maior partido em Pernambuco: elegeu 48 prefeitos em 2008 e atualmente tem 50.

Fonte: Blog da Folha