Deputado diz que falta "dimensão política" ao prefeito petista
Deputado diz que falta "dimensão política" ao prefeito petista

Que o prefeito do Recife, João da Costa (PT), vem trabalhando nos últimos dias para tentar reverter o quadro de insatisfação dos aliados na Frente Popular – e assim se cacifar como candidato – ninguém esconde. Nem mesmo ele. Contudo, em entrevista à Rádio Folha FM, o deputado e presidente estadual do PSC, Carlos Eduardo Cadoca, revelou que, em pouco mais de três anos do governo Costa, o dirigente social-cristão nunca foi procurado pelo gestor para discutir política ou tentar achar um espaço na Prefeitura do Recife para acomodar o PSC, que está presente na base de apoio dos governos Dilma e Eduardo Campos, mas não com João da Costa.

A atitude, na avaliação de Cadoca, só ajuda a fortalecer a tese de múltiplas candidaturas no campo governista. Aliás, o presidente do PSC ainda “respira” a ideia de vários nomes na Frente Popular concorrendo à Prefeitura do Recife (PCR). “Como deputado e presidente de um partido, nunca conversei e nem fui procurado por João da Costa para conversar qualquer tipo de assunto. Nunca tivemos nenhum tipo de conversa política e acho que isso se reproduz com outros partidos, como o PTB, que saiu com muita antecedência do governo e o prefeito só veio conversar agora”, alfinetou Cadoca.

Para o dirigente social-cristão, faltou ao prefeito João da Costa, nos três anos de governo, “dimensão política” para articular apoio e defesa dos aliados à sua administração e em torno de seu nome. “Ele foi assessor, secretário, foi eleito deputado, mas não ficou no Parlamento. Ele não vem da política e, quando perdeu o suporte eleitoral-político (João Paulo), ele se perdeu”, criticou Cadoca. O presidente do PSC afirmou que está em conversa com outros partidos insatisfeitos com a PCR. Logo mais, às 15h30, por exemplo, Cadoca e o senador Armando Monteiro Neto – presidente estadual do PTB – terão mais um encontro no escritório político do petebista, na Ilha do Leite.

Vereadores
Sobre a montagem da chapa para vereadores, Cadoca contou que o partido está avaliando a possibilidade de lançar os candidatos num chapão – se a tese de múltiplas candidaturas a prefeito se consolidar – ou numa chapinha. Contudo, o dirigente social-cristão não informou quantos interessados vão postular a uma das 37 cadeiras da Câmara do Recife. “Podemos nos associar o outro partido ou formar uma chapa própria. Temos 50 segundos, além o tempo dos candidatos. É tempo suficiente para campanha sozinho, mas se puder agregar é melhor”, disse. O PSC não possui cadeiras no Parlamento da capital.

Fonte: Blog da Folha