Um laudo para apontar as causas da queda e a situação do elevador social do Edifício Netunos, no Conjunto Beira-Mar, no Janga, em Paulista, será elaborado pelo Conselho de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea/PE) e pela Defesa Civil do município. Os técnicos das instituições farão uma vistoria hoje, às 9h. Também vão aguardar um relatório da empresa responsável pela manutenção, a AT Elevadores Assistência Técnica Limitada. Ontem, a Defesa Civil interditou os dois elevadores do prédio, que tem 13 andares e 52 apartamentos. O equipamento caiu do 11º andar com sete pessoas dentro, por volta das 15h do último domingo. A principal hipótese é que houve sobrecarga, embora o elevador tenha capacidade para comportar 8 pessoas e suportar até 600kg.

De acordo com a síndica do Netunos, Irani Bezerra, câmeras de segurança flagraram todo o acidente. Segunda ela, o elevador se desprogramou e desceu. Os passageiros eram da mesma família e tiveram ferimentos leves. Apenas uma mulher de 24 anos quebrou o pé direito e se submeteu a uma cirurgia no Hospital Pronto Olinda. Ela passa bem. Os demais foram atendidos na UPA de Olinda e liberados. “Eram parentes de um casal de idosos que mora aqui no prédio e vieram da Paraíba. Eles, inclusive, já voltaram para lá, com exceção da mulher que quebrou o pé”, contou Bezerra.

Segundo a síndica, o elevador foi adquirido há dois anos e recebe manutenção mensalmente. “Ele era digital. Trocamos porque esses prédios são muito antigos, têm mais de 30 anos. O outro elevador está em reforma e também queremos trocá-lo mas custa caro, em média R$ 60 mil”, disse Bezerra.

De acordo com o secretário de Defesa Civil de Paulista, Manuel Alencar, ontem, durante rápida verificação no elevador, não foi possível certificar as causas. No elevador, disse, o dano não foi grande. “Os cabos não se romperam. Só houve problema com uma peça. Quando os laudos forem concluídos voltaremos para liberá-los”. Um técnico da AT Elevadores disse que foram coletados alguns dados como a placa-mãe da máquina, onde todas as informações ficam armazenadas.

Fonte: Diario de Pernambuco