Um ponto turístico abandonado. Essa é a situação relatada pelos comerciantes e moradores próximos ao Forte de Pau Amarelo, em Paulista. As queixas são diversas e vão desde o acúmulo de lixo na área até a falta de policiamento, que facilita a ação de vândalos. Para intensificar o clima de insegurança, a população denuncia que à noite o forte funciona como ponto de droga.

“Parece que nós fomos esquecidos”
“Parece que nós fomos esquecidos”

O forte é um importante marco histórico da cidade. “Eu moro aqui ao lado há tantos anos, mas não sinto mais vontade de ficar. Esse lugar é sujo e muito perigoso. Como se não bastasse a quantidade de lixo ao redor e até dentro dele, à noite o pessoal que usa crack amedronta todos nós. Falta iluminação e policiamento à noite. Não me sinto seguro aqui. Quando chega o final da tarde, recolho minhas mercadorias e vou embora por causa da violência local”, afirma o comerciante Jorge Ferreira. Há 30 anos ele montou um bar ao lado do forte e destaca que neste período não houve investimentos significativos. “Quem sobrevive do comércio à beira da praia passa dificuldades. Não há condições de trabalharmos com um ponto turístico neste estado. Os visitantes quando chegam por aqui, vão embora, porque o forte está imundo e caindo aos pedaços”, lamenta a comerciante Kátia Maciel. “Parece que nós fomos esquecidos”, completa. As estruturas de madeira corroídas pelo cupim confirmam o que dizem os populares.

Quanto ao problema de acúmulo de lixo nos arredores do monumento, o secretário de Serviços Públicos de Paulista, Ricardo Rêgo, ressalta que a coleta do material é feita diariamente. Já quanto à limpeza e manutenção interna do forte, a coordenadora do projeto Agentes da Paz, Patrícia Pinheiro, alega a execução do trabalho. “Temos profissionais no turno da manhã diariamente que fazem a limpeza do local”. No entanto, na área superior do patrimônio histórico foram encontradas garrafas PET, vidros quebrados, copos plásticos e até mesmo fezes. Em relação ao policiamento, o major do 17º Batalhão da PM, Jonas Souza, solicita que a população faça denúncias.

Fonte: Diário de Pernmabuco