Antes mesmo da onda de protestos que acontecem pelo Brasil desejando, entre outras pautas, mais fiscalização do poder público, nascia em Paulista – no Grande Recife -, no fim do ano passado, um movimento popular com este objetivo: o Paulista de Verdade. A primeira grande briga do grupo foi contra a ocupação do Teatro Municipal Paulo Freire pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), com o aval da Prefeitura.

O imbróglio acabou com uma denúncia que está sendo analisada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Um dos integrantes do Movimento, Thiago Lira reclama que as salas onde antes tinham aulas de teatro, foram cedidas ao TRE por 30 anos. Além disso, ele destaca que a parte do teatro que sobrou para as artes não tem estrutura física para funcionar.

“Pedimos ao MPPE a interdição do teatro. É um risco de vida para os frequentadores”, alerta.

Ele conta que o Movimento é apartidário e se enraíza por meio da rede social Facebook, onde o movimento mantém um perfil e uma fanpage, que tem mais de 1,2 mil seguidores.

Além do mundo virtual, o grupo se reúne semanalmente para discutir as pautas da cidade. “Queremos fazer do grupo um observatório para discutir a cidade por grupos temáticos”, planeja.

Fonte: Blog de Jamildo