Os servidores municipais de Paulista, Região Metropolitana, decretaram greve por tempo indeterminado, na manhã desta sexta-feira (25). Eles se reuniram em assembleia e rejeitaram com vaias a contraproposta de 5,62% apresentada pela gestão municipal. A greve será deflagrada no próximo dia 30.

Segundo a diretoria do Sindicato dos Servidores Municipais do Paulista (Sinsempa), os servidores cumprirão o rito de greve e darão mais uma oportunidade à prefeitura discutir a pauta de reivindicações dos servidores, sobretudo, nas questões de salários e condições de trabalho.

De acordo com o presidente do Sinsempa, Genivaldo Ribeiro (Pezão), as condições de trabalho em várias escolas e postos de saúde de família são precárias. “Trabalhar nesses locais é enfrentar problemas quase que diariamente, devido a falta de estrutura física, recursos humanos, insumos, equipamentos”, assinalou.

“Estamos cobrando respostas imediatas sobre reposição salarial de 30% para todos os servidores municipais; pagamento do FGTS dos celetistas, manutenção dos pagamentos dos quinquênios, licença-prêmio e da estabilidade financeira.

Os servidores do  Paulista têm história de mobilização e luta, exigimos mais respeito dos gestores públicos”, declarou Pezão.  Além disso, enfatizou que até o momento, o município só ofereceu 5, 62% de reajuste salarial e não avançou nas negociações da pauta de reivindicações.

Em resposta ao anúncio de greve, a prefeitura de Paulista enviou uma nota ao Blog esclarecendo que está impossibilitada de conceder qualquer outro benefício aos servidores municipais que não o assegurado no Artigo 37, da Constituição Federal, em função de estar acima do limite com gastos com pessoal, imposto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Fonte: Blog de Jamildo (JC)