A Comissão Estadual da Memória e da Verdade vai ouvir na próxima quinta-feira, dia 19, no auditório da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Pernambuco, o depoimento de mais uma testemunha do chamado “massacre da Granja São Bento”, chacina que houve em Paulista (PE) durante o regime militar.

Foi convidada para depor Genivalda Melo da Silva, viúva de José Manoel da Silva, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e uma das seis vítimas da chacina.

A sessão será conduzida pelo ex-deputado federal e presidente da Comissão Fernando Coelho e terá como relatores o ex-presidente da OAB, Henrique Mariano, o professor Manoel Moraes, o ex-deputado José Áureo Bradley e o advogado Gilberto Marques.

O “massacre da Granja São Bento” vitimou os militantes de esquerda Eudaldo Gomes da Silva, 26 anos; Evaldo Luiz Ferreira de Souza, 31 anos; Jarbas Pereira Marques, 24 anos; José Manoel da Silva, 33 anos; Pauline Philippe Reichstul, 26 anos e Soledad Barret Viedma, 28 anos.

Opositores do regime ditatorial à época, o grupo foi arrastado para a morte no dia 08 de janeiro de 1973, ocorridas numa granja localizada em Paulista, região metropolitana do Recife.

A operação, em parceria com o DOPS/PE, foi chefiada pelo então delegado do DOPS, Sérgio Paranhos Fleury e teve o aparato de Carlos Alberto Augusto, o “Carlinhos Metralha” – investigador de polícia – além da atuação de José Anselmo dos Santos, o Cabo Anselmo, agente infiltrado das forças de repressão e suposto delator dos militantes da VPR.

Fonte: Blog de Inaldo Sampaio