Com a praia e disponibilidade de serviços como principais atrativos, bairro de Paulista é nova fronteira para o segmento

Ele não tem proximidade com o principal vetor de desenvolvimento econômico do Estado nos últimos anos, o Complexo Portuário de Suape; nem a consequente efervescência de bairros como Candeias e Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, na área sul da Região Metropolitana do Recife. Porém, o bairro do Janga, em Paulista, ao norte da capital, é uma nova fronteira de expansão imobiliária. Somente sete dos novos empreendimentos em implantação no local somam mais de 2,1 mil unidades habitacionais, muitas delas à beira-mar.

Estudo da imobiliária Eduardo Feitosa – que tem ponto avançado de atendimento na área desde 2011, quando os lançamentos começaram a ganhar força – mostra que a maior parte dos residenciais tem perfil econômico, com dois quartos (veja infográfico) e até 50 metros quadrados. No entanto, a disponibilidade de outros modelos, como o do Janga Prince, da Pernambuco Construtora, abre mais possibilidades para os compradores, com imóveis de até 60 m². Outras empresas, como a AC Cruz, estão estudando projetos que devem comportar apartamentos mais sofisticados e com tamanhos em torno de 80 m². “A localização é privilegiada e merece um projeto diferenciado”, diz o diretor administrativo da AC Cruz, André Callou.

Em busca de um equilíbrio entre oferta de espaço e preço atraente, a enfermeira Elivânia Medeiros, 40 anos, está entre os interessados nos novos imóveis do Janga. Moradora do bairro há 15 anos, ela quer sair do aluguel e aposta na valorização local pelo que tem visto nos últimos dois anos. “O clima aqui é muito agradável e, apesar de ser um pouco distante, está crescendo”, comenta.

Gerente da Eduardo Feitosa e morador do Janga desde os anos 1990, Valdir Corsino atende no posto avançado da empresa, na Avenida Cláudio Gueiros Leite, que corta todo o bairro. Para ele, o maior trunfo é a estrutura de comércio e serviços unida a preços acessíves – com o metro quadrado entre R$ 2,5 mil e R$ 3,5 mil, metade do que é encontrado no Recife. “Sem falar que estamos numa área de praia”, acrescenta, “estou certo de que teremos aqui algo semelhante ao que tem ocorrido em Barra de Jangada e Piedade (Jaboatão). O Janga será um dos bairros mais valorizados de Paulista”.

Fonte: JC Online