No Brasil, projetos são feitos e depois esquecidos.Muita gente ficou se perguntando ontem se valeria investir na recuperação da orla de Jaboatão, Recife, Olinda e Paulista. O questionamento veio com o anúncio das perdas da faixa de areia a ser engordada, que podem alcançar, em cinco anos, 40% em alguns trechos da capital. E ganhou força com a dúvida de que se, após as obras, a manutenção das praias será feita. A desconfiança é justificável. Afinal, no Brasil, projetos são feitos e depois esquecidos. Esse temor, entretanto, não pode ser empecilho para as obras. Elas têm preço alto. Mas, com diz o secretário estadual de Meio Ambiente, Sérgio Xavier, é o preço para se corrigir o erro do crescimento desordenado. Ou tenta-se corrigir o erro ou ruas e prédios serão tragados pelo mar. E o tempo para isso pode ser curto, como avisam as mudanças climáticas. Diante da questão, cabe-nos acompanhar e cobrar a execução e manutenção do projeto. Ajudar as coisas a não ficarem no papel. Afinal, os meios para isso constam no Relatório de Impactos Ambientais (Rima) ou foram anunciados pelo governo do estado e prefeituras. Entre eles, a estruturação de comitês municipais e os programas de gerenciamento dos impactos das obras.

Fonte: Diario de Pernambuco