Uma obra de pavimentação iniciada na rua Antônio Miranda de Souza, localizada no Janga, Paulista, está parada há três anos. Materiais utilizados para calçar a via, mato e lama se acumulam no local causando transtorno para pedestres e motoristas. O ponto mais crítico é no cruzamento com a rua Edson Regis, onde uma poça impede a passagem de veículos. Residentes utilizaram o fórum de jornalismo colaborativo do Pernambuco.com, Cidadão Repórter, para denunciar e cobrar que o serviço seja retomado.

Dona de casa Maria de Fátima, 62 anos, mora no bairro há mais de três décadas e se preocupa com a demora na conclusão do calçamento.
Dona de casa Maria de Fátima, 62 anos, mora no bairro há mais de três décadas e se preocupa com a demora na conclusão do calçamento.

A dona de casa Maria de Fátima, 62 anos, mora no bairro há mais de três décadas e se preocupa com a demora na conclusão do calçamento. “Vieram aqui com a proposta de progresso, mas esse ficou estacionado. Nossa rua não era calçada, mas era plana, nossas calçadas eram bonitas e organizadas, mas depois ficaram com muita lama e difícil para caminhar. Está um desmando. Nós estamos entregues às moscas”, desabafa.

Sem condições necessárias para passar pela pista, motos e bicicletas utilizam o espaço destinado ao pedestre para atravessar. “É um transtorno. Sempre passam na minha calçada, que já está toda quebrada. A água empoçada não seca mais e nem caminhão passa por aqui”, afirma o morador Geovane da Silva, de 28 anos.

A professora Silvana Soares, 50 anos, conta que algumas pessoas que desconhecem o problema tentam passar pelo meio da via, mas ficam pelo meio do caminho. “Já vi vários carros atolados nesse cruzamento. Até caminhão já ficou preso. Muita gente arrisca por aqui, principalmente a noite, mas é impossível atravessar”, conta.

Procurada pelo portal, a Prefeitura da cidade afirmou, através de nota que a empresa responsável pela execução da obra não seguiu o cronograma previsto. De acordo com o órgão, a Secretaria Municipal de Infraestrutura irá cancelar o contrato com a instituição. “A atual gestão municipal vai realizar uma nova licitação para definir quem vai dar sequência ao serviço. A expectativa é que a obra seja retomada no início do próximo ano”, garante.

Fonte: Pernambuco.com