Paulista interdita loja de móveis e impede até feira do troca, para evitar aglomerações

Uma loja de móveis e eletro, localizada no centro do Paulista, no Grande Recife, foi interditada e autuada na manhã de sábado (09.05) por infringir o decreto estadual que impede a abertura de estabelecimentos considerados não-essenciais.

A ação foi realizada pela prefeitura e contou com o apoio da Polícia Militar.

Dentro da loja haviam cerca de 20 clientes.

De acordo com Alexandre Gomes, coordenador de operações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente do Paulista, mais de 15 denúncias já haviam sido realizadas contra o estabelecimento comercial, que estava funcionando de forma irregular.

Ele disse que outras irregularidades foram encontradas, como o alvará, o atestado da vigilância sanitária e a licença do Corpo de Bombeiros, que estavam com os prazos de validade vencidos.

“Seguimos pedindo aos comerciantes que eles atendam ao decreto que determina o fechamento do que não é considerado essencial, já que o isolamento social permanece sendo importante para frear o avanço do vírus. Mesmo que eles estivessem com todos os documentos em dia, o que não é o caso desta loja, eles não poderiam estar em funcionamento, visto que a atividade que é exercida não é considerada essencial”, disse o coordenador.

A operação já visitou todos os principais centros comerciais do município. Para denunciar formação de aglomeração, funcionamento de lojas e comércios não essenciais, além da utilização indevida de espaços públicos como praças e parques, a população do Paulista tem três números de telefone à disposição.

O 190 da Polícia Militar, o 153 da Guarda Municipal, e o 9.9635-0392 da Diretoria de Controle Urbano (DCU). Todos os contatos estão funcionando em regime de plantão.

Feira do troca

Uma operação que visou evitar aglomerações e a abertura do comércio considerado não essencial foi realizado no bairro de Paratibe, em Paulista. O alvo da ação foi a chamada “Feira do Troca”, que fica ao lado da feira livre do bairro.

O local costuma reunir pessoas que realizam o comércio de itens novos e usados. Para fazer valer o decreto estadual, apenas as barracas voltadas para o ramo de alimentação e rações animais foram permitidas a realizarem suas atividades, e os que não estivessem enquadrados no decreto, tiveram que recolher suas mercadorias.

O tenente Batista, do 17° Batalhão da Polícia Militar ressaltou a importância dessa operação. “Essa operação consiste justamente em combater o comércio considerado não essencial, bem como evitar a aglomeração de pessoas neste período de isolamento social, afim de evitar a disseminação da COVID-19”, disse o tenente do 17° BPM, em comunicado da gestão.

O coordenador de operações da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente do Paulista, Alexandre Gomes, comentou sobre a situação da feira do troca em tempos de pandemia.

“Essa feira estava servindo como ponto crítico de aglomeração no bairro de Paratibe. E essa operação veio com o objetivo principal de combater essas aglomerações, contribuindo assim, com o combate a disseminação no novo coronavírus”

A operação foi uma ação conjunta entre o 17° batalhão da PM; Corpo de Bombeiros; Lei Seca; e a Prefeitura do Paulista, através das Secretarias de Mobilidade e Administração das Regionais; e Desenvolvimento, Habitação e Meio Ambiente.

Além das ações educativas na feira do troca, a prefeitura realizou, através da Secretaria de Segurança Cidadã e Defesa Civil, a higienização dos frequentadores da feira livre com Álcool 70% e a entrega de máscaras para os que não tinham o utensílio no local.

Fonte: Blog de Jamildo