Há mandados expedidos contra 18 pessoas, das quais nove já presas. Homicídios na disputa por território chamaram a atenção da polícia.

Uma operação deflagrada pela Secretaria de Defesa Social, nesta quarta-feira (19), teve nove mandados de prisão expedidos contra presidiários, que atuavam de dentro do sistema prisional. Foram cumpridos ainda outros nove mandados de prisão temporária e 17 de busca e apreensão, que culminaram na apreensão de armas, drogas e na prisão em flagrante de duas pessoas. Os mandados foram cumpridos no Recife, em Olinda e em Paulista, no Grande Recife.

O objetivo da Operação Ciranda é prender integrantes de grupos criminosos envolvidos com a prática de homicídio, tráfico de drogas, associação para o tráfico, comércio ilegal de arma de fogo e munições. “Eram narcotraficantes e homicidas que atuavam em diversos bairros de Paulista”, explica o delegado Joselito Kehrle, chefe da Diretoria Integrada de Polícia Especializada (Diresp).

As investigações da operação tiveram início em abril de 2013 e duraram 11 meses, sendo feitas pela 7ª Delegacia de Homicídios de Paulista com apoio da 8ª Delegacia Seccional de Paulista. “O que chama a atenção nessa investigação é a quantidade de homicídios praticados por essa associação, tendo como motivo maior a disputa territorial do tráfico de drogas”, aponta Kehrle.

O grupo era subdividido em três facções que ora atuavam em conjunto, ora individualmente. “Havia rivalidade e era quando aconteciam os homicídios por disputa de território. As mulheres assumiam no grupo o papel de gerentes dos locais de venda, principalmente de crack”, afirma o delegado.

A atuação dos presidiários está sendo investidada junto com a Secretaria de Ressocialização (Seres), responsável pelo sistema prisional. Participaram da ação 114 policiais civis e 39 militares, totalizando um efetivo de 153 policiais. A polícia ainda não tem dados do número de armas e quantidade de droga apreendida.

Fonte: Bom Dia PE