Iniciativa privada vai bancar R$ 200 milhões e governos, R$ 95 milhões. Projeto inclui hotel, restaurantes, novo cais e centro de artesanato.

Dez antigos armazéns de carga no Porto do Recife serão reformados para ganhar novas funções. A área tem um total de mais de um quilômetro e deve ganhar o nome de Porto Novo, um projeto que já está em andamento. O custo total foi orçado em R$ 295 milhões, que serão arcados pela iniciativa privada – R$ 200 milhões – e governos federal e estadual – os R$ 95 milhões restantes. As obras fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento da Copa (PAC da Copa).

A parte tocada pelo governo de Pernambuco começou primeiro. São três armazéns, incluindo o novo terminal marítimo. As obras começaram em outubro do ano passado. Hoje, nos três armazéns que estão sendo adaptados ao projeto, 254 homens estão trabalhando. O pico das obras deverá acontecer em setembro, quando o número de operários deve dobrar. “É uma transformação como aconteceu em outros países, que transformaram sua área portuária em complexo turístico e até hoje vem dando certo. Toda a perspectiva desse nosso trabalho é que tudo fique pronto antes da Copa”, afirma Pedro Mendes, presidente do Porto do Recife.

Além do terminal marítimo, o projeto também inclui restaurantes e um hotel cinco estrelas que vai ficar depois da antiga Ponte Giratória, na parte onde está o antigo prédio da Conab. Terá cinco andares, com quatrocentos apartamentos. A construção se concentra agora no museu e centro cultural que vai ser chamado Cais do Sertão Luiz Gonzaga. Com arquitetura e urbanismo modernos, o projeto pretende integrar à cidade toda uma área hoje inacessível.

Um dos armazéns está quase pronto. É o Centro de Artesanato de Pernambuco. Turistas e moradores vão ter acesso a peças da cultura popular. A construção que surgiu valoriza a proximidade com o cais do porto. “As obras públicas a gente entrega até a metade do ano que vem: isso inclui o terminal de passageiros, o Cais do Sertão Luiz Gonzaga, centro de artesanato e a urbanização. Do ponto de vista das obras privadas, a perspectiva é que fique pronto até março de 2014”, diz Pedro Mendes.

Fonte: NETV – 2ª Edição