Promessa de recuperar e pavimentar 140 ruas em quatro anos, feita pela atual gestão, ainda está longe de ser cumprida. Moradores sofrem com situação

O município de Paulista, na Região Metropolitana do Recife (RMR), sofre com uma falta de infraestrutura histórica. Os moradores convivem diariamente com ruas sem calçamento, cheias de lama e buracos. A atual gestão prometeu que durante os quatro anos de mandato promoveria a recuperação e pavimentação de 140 vias que estão em péssimas condições. Passados quase dois anos da posse, apenas 44 ruas foram beneficiadas.

Os bairros mais castigados são o Janga, Nossa Senhora do Ó e Pau Amarelo, localizados próximos ao litoral e, por isso, com fluxo intenso de carros e pedestres. Os buracos nas ruas são tão grandes que chegam a ocupar de um lado a outro da via, impossibilitando que pessoas a pé se locomovam. Uma realidade que não condiz com uma cidade que hoje abriga mais de 300 mil pessoas.

É o caso da Rua Frei Miguelinho, no Janga. “Certa vez vieram aqui dizendo que fariam um trabalho de esgotamento sanitário e que depois iriam pavimentar a rua. Fizeram o serviço no esgoto, mas ficou nisso. A rua continuou cheia de lama, esburacada e com muitos problemas”, conta a dona de casa Edileuza dos Santos Silva, moradora de Paulista há mais de 20 anos.

Quem segue pela Avenida Poeta João Neves pode perceber que, em toda a sua extensão, as ruas transversais estão todas na mesma situação, de ambos os lados. “Eu moro na Rua Corrente há 15 anos. Infelizmente, é essa a realidade. Lá também não tem pavimentação. No verão é aquela história de poeira, dificuldade para andar. No inverno é muita lama, os buracos aumentam. Às vezes, quase não dá para sair de casa”, conta o professor Leandro Gomes de Lima, 48 anos. “Eu pago todos os meus impostos e é isso que eu ganho em troca.”

A própria Avenida Poeta João Neves, que é asfaltada, apresenta problemas, como buracos, esgoto estourado e pedras soltas na via. A reportagem visitou ainda a Rua Calumbi, Rua da Baronesa, Rua Uruguai, Rua da Bondade, entre tantas outras que compõem os três bairros. “Nós aguardamos uma ação que resolva definitivamente tudo isso, porque nós nos sentimos injustiçados”, afirma Leandro de Lima.

Fonte: JC Online